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Maria burla o cerco policial e participa no ato de solidariedade

17/06/2014
13:40

 capMaria.jpg O delegado do governo espanhol, Samuel Juárez, avisara a sexta-feira de que ia estabelecer um dispositivo forte para capturar a jovem militante galega. Fijo-o, mas foi em balde já que Maria apareceu por surpressa no interior do Pichel, por meio de umha video-conferência que deixou em ridículo as dezenas de agentes policiais que custodiavam as ruas.

 

 

Santa Clara, ocupada militarmente

Desde umha hora antes do início do ato, previsto para meio-dia, várias grilheiras de anti-distúrbios tomárom posiçons em todas as vias de acesso ao centro social compostelano, cortando o tránsito de veículos, revisando até os maleteiros dos carros na procura de Maria Osório, e identificando os viandantes. Muitas pessoas que se dirigiam ao ato de Ceivar fôrom impedidas de traspassar os controlos, polo que ficárom sem poder assistir, ou só o conseguírom após darem muitas voltas e tentarem vários acessos secundários.

A solidariedade chegou ao Pichel

Apesar de todo, meio cento de solidárias e solidários conseguírom chegar ao centro social, ao igual que umha alguns jornalistas de meios de comunicaçom populares (embora impedírom o acesso aos redatores do Novas da Galiza) e bastantes assalariados da imprensa adita ao regime.

Pontualmente começou o ato, com umha projeçom de um vídeo feito com fotografias do blogue “Eu também som Maria Osório”, animado com a música “Stand up for your rights” (Ergue-te polos teus direitos) de Bob Marley.

Dous responsáveis de Ceivar, Borxa e Noélia, tomárom a palavra para apresentarem o ato, explicando a situaçom na que se encontra Maria e agradecendo as mostras de apoio que centenares de pessoas venhem fazendo nos últimos meses. Aliás, anunciárom que por causa da ordem de detençom que pesa sobre Maria, a campanha “Eu também som Maria Osório” se terá que transformar numha nova campanha, chamada “Eu também escondo a Maria Osório na minha casa”.

Maria avisa de que nom se entrega e continuará militando

Os representantes de Ceivar dérom entom a palavra à própria Maria Osório, que apareceu na parede do local, projetada apartir de um computador. O público, que esperava nervoso a presença física e a iminência de umha operaçom policial para a arrestar, rompeu a aplaudir à militante perseguida.

Depois esta pudo dirigir-se à gente num discurso de uns dez minutos, onde contextualizou a sua situaçom numha longa linha histórica de resistência dos galegos e galegas ao domínio espanhol, “umha máquina de ódio”, e declarando-se “insubmissa perante um estado de que só conhece repressom e perseguiçom”. Aliás, lembrou que o nosso povo nom é, “como nos querem fazer crer, pacífico e resignado”, senom que “nom houvo nengumha geraçom que nom abraçasse a ideia da resistência”. Por isso ela diz que “estou orgulhosa de fazer parte de umha geraçom que nom abandonou o barco”.

Por outra parte, assinalou que “a crise nos demostrou que Espanha nom é umha democracia, e nom podemos comportar-nos como se o for”. Por isso explicou que som naturais as “respostas contundentes a esta situaçom”. “Nom é o momento de que nós caiamos”, lembrou, “é o momento de que caiam eles para salvar-nos nós, e de que podamos brindar por isso. É o momento de romper”.

“Querem-me deter por fazer parte desta geraçom que optou pola luita como umha forma de dignificar a existência”, aclarou, e reconheceu que “com efeito vam-me deter e vam-me encarcerar”. Mas avisou também de que nom se vai entregar, de que vai continuar a “luitar pola minha liberdade desde a clandestinidade, e contribuindo na medida do possível às tarefas do movimento”.

A intervençom, que concluíu com um “Viva Galiza Ceive!” e um “Denantes Mortos que Escravos”, foi seguida por umha quenda de perguntas aberta ao público. Estranhamente nom houvo muitas perguntas dos jornalistas, mas sim aproveitárom bastantes solidários e solidárias para lhe fazer chegar aços, em intervençons mui emotivas que fôrom respondidas por Maria. O ato concluíu com o canto do Hino da Pátria. A gente saíu do centro social compostelano com um sorriso nos lábios, com um orgulho renovado por Maria e com a chama da rebeldia e a insubmissom mais viva que nunca. Certamente, foi um mau dia para Samuel Juárez.

Duas reportagens do ato estám disponíveis em internet, umha em Galizacontrainfo, aqui, e outra em GzVídeos aqui.

Fonte: Galiza Livre

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