Diario libertario de lugo e galaxia

MANIFESTO: CONSTRUIR UM POVO FORTE PARA FACILITAR OUTRO MUNDO

22/02/2015
20:52

Esta fim de semana apressentouse em Madrid o manifesto: construir um povo forte para facilitar outro mundo, que aspira a construir os alicerces dumha nova organizaçom libertaria:

Muitas pessoas se lembram que na “Transiçom” a sociedade acreditava possível terminar com um regime que se estava a desmoronar para criar novos modelos inovadores. Ele lutou, mas acabou perdendo: os movimentos sociais foram assimilados; organizaçons desmanteladas; e lutas, desconexas.

Agora, o sistema enterrou a política do ‘consenso’ e do ‘pacto social’ própria do Regime do 78 e da chamada Cultura de Transiçom. Umha forma de organizaçom que implementou o próprio sistema para atender às demandas de transformaçom social de umha poderosa e altamente organizada classe trabalhadora. Negociar as mudanças para que nada mude.

Umha vez que foram roubados as nossas referências ideológicas e organizativas e que conseguiram dissipar a crença em nós mesmos, e de nós mesmas, o regime, protegido pela desculpa da crise, tem dado por terminada a estratégia de concertaçom social e lançou-se à imposiçom do neoliberalismo por decreto, sob o pretexto de crise econômica.

Apesar dos órfoms e o desamparo inculcados como classe durante as últimas décadas, os níveis de descrédito e rejeiçom, que atingiu o sistema nos levaram a procurar e voltar a ligar novamente nas ruas e praças para a fazer frente, com ilussom das nossas liberdades e propriedade comum contra umha elite que tenta apropriar-los a preços de pechincha.

Nós, signatários e signatarias deste manifesto, também compartilhamos a ilusom de reconstruir-mos como sociedade livre e soberana, afirmam-nos protagonistas de nossas próprias vidas e garantir à elite do antigo regime que “nom nos representam”. E, como outros companheiros e companheiras, nós também sentimos que este ciclo de movimentos sociais faltou-lhe ‘algo’ para atingir que nos constituise-mos como alternativa suficiente e capaz de se impor à elite, casta, 1% ou com quer que ela é chamada à classe social que domina as nossas vidas.

Respeitamos os companheiros e companheiras que, o enfrentarem o mesmo diagnóstico estam escolhendo o caminho da participaçom institucional através de iniciativas eleitorais, mas nós apela-mos para a memória coletiva para enfatizar que os direitos, as conquistas e as grandes transformaçons sociais que nunca foram presentes das instituiçons. Foram lutadas e ganhadas nas ruas, nos locais de trabalho e bairros. Nossa memória vem de longe para nos lembrar que apenas um povo forte e combativo se impõe às elites que nos governam.

Assim, entendemos que umha grande INICIATIVA SOCIAL para nos ajudar a organizar, reconhecer e visibilizarnos com todo o potencial que temos é necessária.

É tempo de promover a independência popular face a outras estruturas, a fim de avançar e levantar-se como povo para vencer. Superar simples defesa do que foi conseguido para tomar a ofensiva. Estimular a auto-organizaçom e auto-governo para restaurar a fé na nossa capacidade de alcançar umha sociedade livre e igualitária. Conquistar juntos umha verdadeira democracia:

· Democracia econômica, com um modo de produçom para substituir ao capitalismo por umha economia de propiedade coletiva, gerida por produtores e consumidores cooperativamente.

· Democracia política, com um regime que substituirá o estado pela decisom confederal em pê de igualdade para todas as pessoas que habitam cada território.

· Democracia de participaçom direta e efetiva, com representantes que actuem em conformidade com o decidido pelos seus representados e que sejam revogáveis ​​a qualquer momento.

· Democracia inclusiva de todas e para todos, que ouve, empatize e entenda que o mundo som muitos mundos, que asuma e integre todas as lutas que buscam umha mudança em direçom a umha sociedade mais igualitária.

· A democracia libertária do povo, e nom dos mercados.

Para isso plantejamos como necessárias as iniciativas que entendam que devem atuar em as organizaçons de trabalhadores e trabalhadoras, vizinhos e vizinhas, em cooperativas, em organizaçons feministas e de estudantes. Promovendo a sua melhoria qualitativa e quantitativa, democracia interna e eficácia. Agindo para promover sua autonomia de administraçons e partidos ou candidatos eleitorais e respeitar a sua pluralidade interna.

Iniciativas que sejam capazes de produzir análises e discursos, a fim de identificar as necessidades de cada momento e aumentar a nossa preparaçom como ativistas. Que sejam capazes de desenvolver estratégias para a construçom de democracia, e nos permitam ganhar força à medida que caminhamos nessa direçom. Agir com humildade e desde o reconhecimento da pluralidade existente, porque é o povo, e nom projetos ou siglas sozinhas, quem pode obter progressos.

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