Diario libertario de lugo e galaxia

Centenas de mulheres em Compostela pola defesa do direito ao aborto

29/09/2013
12:16

 - Apesar da chuva, centenas de mulheres marchárom polas ruas de Compostela contra a reforma da Lei do Aborto que o governo espanhol do PP está prestes a impor no Parlamento.


A Plataforma Galega polo Dereito ao Aborto protagoniza na Galiza a principal contestaçom à tentativa reacionária de suprimir importantes aspetos da atual Lei, com o intuito de reduzir o máximo o direito das mulheres ao aborto. 

Centenas protestárom contra essa reforma, que previsivelmente será aprovada no próximo mês de outubro, em resposta à convocatória de umha plataforma que agrupa dúzias de organizaçons galegas de todo o tipo que defendem o direito a decidir das mulheres em matéria de gravidez, "livre de tutelas", como sublinhárom hoje diversas porta-vozes dos coletivos integrados na Plataforma Galega polo Direito ao Aborto.

"Nós parimos, nós decidimos", "Somos mulheres, nom incubadoras" e "Vamos queimar a Conferência Episcopal" fôrom algumhas das palavras de ordem mais coreadas numha marcha que partiu da estaçom do comboio e concluiu na praça Roxa da capital da Galiza. Antes disso, a mobilizaçom parou diante da sede do PP, na rua Alfredo Branhas, com forte presença policial como ameaça frente aos protestos das participantes na marcha.

Diferentes faixas completárom visualmente as reivindicaçons feministas sob a chuva compostelana, sendo a cor roxa do feminismo a mais visível durante todo o percurso, entre as 17h30 e as 19h30 deste sábado.

O Estado espanhol experimenta com o PP um claro retrocesso em direitos sociais de todo o tipo, sendo os diretamente relacionados com as mulheres parte fundamental do programa reacionário protagonizado polo governante partido direitista.

Durante o trajeto, várias formações políticas manifestaram sua rejeição a esta modificação legislativa. De fato, uma integrante do coletivo proabortista destacou que todos os grupos com representação no Parlamento galego foram à manifestação, com a só exceção do PPdeG.

As mulheres que se manifestárom nestes sábado deixárom ver a preocupaçom pola re-clandestinizaçom da prática do aborto, que vai continuar apesar das proibiçons legais, conduzindo as mulheres com menos recursos para a insegurança e os riscos para a saúde. De facto, estima-se em 70 mil o número de mulheres que no mundo morrem devido às más condiçons em que se realizam os abortos clandestinos.

 

Fuente: Diário Liberdade

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